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A cultura democrática

Quinta-feira, 20.05.10

 

Foi ao lembrar uma das minhas lines preferidas de filmes, Na minha vida não há lugar para a mentira (Michelle Pfeiffer), n' A Casa da Rússia, que me surgiu esta ideia: o papel da verdade na cultura democrática. No filme, diversas personagens vêem-se envolvidas na lógica das corporações, da política, da espionagem. É-lhes subtraída a possibilidade de respirar à vontade e de simplesmente viver as suas vidas de forma tranquila. É-lhes por pouco subtraído o direito de viver, como aconteceu ao cientista amigo da nossa heroína. Sean Connery dirá que foi a sua escolha mais fácil, optar por salvar a vida da amada e da família, agiu segundo a sua bússula interior e saltou fora da lógica corporativa que não lhes dizia respeito.

 

Estamos numa fase em que ainda é possível saltar fora da lógica corporativa e escolher a cultura democrática. Mas tal não se verificará por muito tempo, porque o sistema tem formas de se defender e de se perpetuar. As vidas simples das pessoas comuns são-lhe indiferentes. Por isso não lhes dizem a verdade. Mas quem opta por lhes dizer a verdade, ganha confiança e credibilidade, assim como ganham as pessoas comuns. A cultura democrática é a civilização do amor de que fala o Papa Bento XVI. A cultura corporativa é uma nova barbárie, sem alma nem coração, sem vida lá dentro, só destruição, é a lei do mais forte contra o mais fraco.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 14:02








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